terça-feira, 5 de maio de 2009

Oceano da Vida - Zé Carreiro/José Fortuna

O que pode acontecer quando dois grandes poetas e músicos se encontram neste "oceano da vida"?
Só poderia resultar nisto: Uma obra-prima.
Obrigado, Zé Carreiro! Obrigado, José Fortuna!


Vejo no espelho o meu rosto envelhecendo,
Qual oceano após a sanha de um tufão,
A espuma branca são meus cabelos grisalhos,
Minha calvície é a praia da ilusão,

As minhas rugas são as ondas traiçoeiras
Que se avolumam com os fortes vendavais,
Meus olhos fundos são dois barcos naufragados
Que sobre as ondas não emergem nunca mais.

Novos amores para bem longe voaram,
Como gaivotas que se perdem sobre o mar,
A mocidade ficou longe como as rochas
Onde só as ondas da saudade vão beijar,

Vagando vou como um navio que perde o rumo,
Não encontro caís onde eu consiga me ancorar,
É tão pesada a bagagem dos meus anos,
Que está fazendo minha vida naufragar.

Refrão:

Meus lábios frios, já quase mortos,
Têm sido o porto, anos atrás,
Onde atracavam, lábios ardentes,
Hoje só resta a solidão no cais.

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