segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sucessos de Ademar Braga & Parceiros

O Compadre Ademar Braga, entrou em contato comigo e gentilmente me enviou esta "Preciosidade de CD".
O Caboclo é bom de Pena, olha só quanta coisa boa ele compôs.
Veja os dados biográficos deste autor no site do Compadre Ricardinho

Obrigado Compadre Ademar, a família sertaneja agradece!

PS - Compadre, desculpe-me pela demora em postar.


                                                                     


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domingo, 6 de maio de 2012

Sonho de Caboclo - Ademar Braga/Tião do Carro





Essa Moda é divina. Parece que você está vendo um Filme. Ela transpira "Simplicidade Cabocla" .
Ao escutá-la você consegue sentir toda a ansiedade do caboclo esperando a chegada de sua amada., e no final, dá até para sentir a tristeza e a frustração do infeliz matuto por ela não ter vindo.LINDA!
Obrigado, Comp. Ademar! E aonde você estiver, obrigado Comp. Tião!



Fiz um poema com palavras tão bonitas
Caprichei bem na escrita, também fiz um canção
Fui no jardim, colhi as flores mais belas
Margaridas amarelas e a rosa branca em botão


Com muito gosto arrumei nossa casinha
Da sala até a cozinha e carpi todo o quintal
Rocei o pasto e consertei a porteira
Enfeitei a casa inteira como se fosse o Natal


Lá na varanda amarrei de novo a rede
Pendurei bem na parede o quadro da Santa Ceia
No chão da sala todo de terra batida
Dei uma boa varrida e não ficou um grão de areia


Na nossa cama pus a colcha de piquê
Com as beiradas de crochê que você fez tudo a mão
Troquei as folhas com capricho e muito esmero
As penas do travesseiro e palhas novas no colchão


Chegou o dia que você ia voltar
Eu cheguei até chorar de tanta felicidade
Levantei cedo e me arrumei com muito zelo
Reparti bem o cabelo que nem gente da cidade


Botina nova que me apertava um pouco
Calça de Brim arranca-toco e bigode bem aparado
De lenço branco, camisa preta de lista
Eu parecia um artista daqueles bem afamado


E bem na hora que passava a jardineira
Me deu uma tremedeira quando a porteira bateu
Saí correndo lá pras bandas da estrada
Pra ver a sua chegada e você não apareceu


A jardineira foi sumindo no estradão
Levando a minha ilusão e a tristeza que ficou
Foi só um sonho, sentei na cama chorando
Hoje está fazendo um ano que você me abandonou


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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Tatu Não Dorme na Praça - Elsio Poeta


Aos nossos "neo-sertanejos":

"Dormir na praça" nem sempre é bom negócio. O banco é duro, o frio, congelante...Fora, aqueles "guardinhas" chatos com seus cassetetes intrusivos, batendo no nosso traseiro e toda hora mandando a gente "circular".
Por favor, despertem! Pois o tempo passa, o sucesso também e o dinheiro não compra um lugar na memória dos que no futuro escutarão músicas tão ruins como essas que vocês cantam agora.
Façam que nem o Tatu, esse sim é um bichinho esperto:



Tatu não dorme na praça,
Quem dorme é gato carrapicho,
Que mia desafinado,
Rasgando os sacos de lixo.

Tatu não dorme na praça,
Quem dorme é cachorro sem dono,
Que fica latindo pra lua,
Tirando-nos as horas de sono.

Tatu não dorme na praça,
Quem dorme é rato escroto,
Que fica roendo tranqueira,
Pra depois correr pro esgoto.

Tatu não dorme na praça,
Quem dorme é cobra, é serpente,
Que fica acoitada na moita,
Querendo dar o bote na gente.

Tatu não dorme na praça,
Quem dorme na praça é timbu,
Que fica exalando mau cheiro,
Catingando mais que urubu.

Tatu não dorme na praça,
Tatu é um bichinho matreiro,
Tatu dorme no ventre da terra,
Tendo raízes por travesseiro...



quinta-feira, 14 de maio de 2009

Brinquedo de Criança - Ten. Wanderley/Dino Franco


Se os nossos "neo-sertanejos" escrevessem modas românticas como essa, com certeza, nós, amantes da nossa música raiz, respeitaríamos mais seus trabalhos, mas, infelizmente não é o caso, eles continuam "Dormindo na Praça".rs
Esta bela guarânia fala sobre um amor precipitado e sobre suas tristes consequências: "Um brinquedo de criança, que de frágil, se quebrou..."
Obrigado, Ten. Wanderley! Obrigado, Dino Franco!



Eu quando penso que jogamos tudo fora,
E que você já foi embora, esquecendo nosso lar.
Me mortifico, sinto ódio de mim mesmo,
Por dizer coisas a esmo e depois ter que chorar,
Mas quando penso que você também errava,
Que as vezes me evitava, me deixando pra depois.
Eu que padeço e a amo loucamente,
Lhe condeno de repente, tendo ódio de nós dois.

Quantas pessoas que torciam pela gente,
Nossos amigos ou parentes vêm falar-me sobre nós,
Eu me envergonho arrasado moralmente,
Um soluço finalmente, vem calar-me a própria voz.
Tudo por causa desse amor tão imaturo,
Que apressou nosso futuro, e a nós todos enganou.
Amor loucura, sem juízo ou esperança,
Um brinquedo de criança, que de frágil se quebrou...

Quando me dizem que você quase não come,
E que só fala em meu nome, e não se esquece de mim.
Eu quase morro de angústia e sofrimento.
Me pergunto em pensamento:_Como pode ser assim..?
Que contra-senso esse amor de adolescentes,
Que por ser inconsequente, pela vida se perdeu.
Plantinha triste que nasceu na primavera,
Mas fraquinha como era, vicejou...mas não cresceu.


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Eu e Meu Pai - Vicente Dias


Considero esta moda uma verdadeira obra-prima, linda...Tanto a letra como a música. Obrigado Vicente Dias!





Olha lá o meu pai, com as mãos calejadas,
Perdendo seu resto de vida, no cabo da enxada.
Eu não queria que fosse assim, pra mim seria tudo diferente,
Queria ter meu pai na cidade, morando alegre, junto da gente.

De que vale ter diploma, ter conforto, ter de tudo...
Se eu não posso ter em casa, ele que me pôs no mundo,
Estudei por tantos anos, para tirá-lo daqui,
Meu esforço foi em vão, porque ele não quer ir.

Quando é de madrugada e o dia vem chegando,
Ele escuta seu despertador no poleiro cantando,
Ele chama seu melhor amigo, que sai latindo e correndo na frente,
E vem pro trabalho pesado, aqui debaixo desse sol ardente.

Nesse carro eu me vejo bem vestido e perfumado,
Sofro tanto vendo ele de suor todo molhado,
Olha a condução do velho, numa corda amarrada,
Olha a geladeira dele, lá na sombra encostada.

Quando é de tardezinha vai pra sua casinha,
Comer seu feijão com arroz feito no fogão à lenha,
E na sua poltrona de angico, ele vai sentar comovido,
E na tela maior do mundo, ele contempla seu filme preferido.

Na televisão do velho, não tem filmes de bandido,
Não tem filmes policiais, e nem filmes proibidos.
No canal do infinito, sua TV é ligada,
Só aparecem as estrelas e a lua prateada.

Olha lá o meu pai...


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domingo, 10 de maio de 2009

Homem de Pedra - Correto/Creone

Linda letra e música, só sendo de pedra para não se emocionar com ela. Obrigado, Correto! Obrigado, Creone!



Já fui um grão de areia, todos pisavam em mim,
Agora resolvi tomar uma decisão,
Não sou mais grão de areia, virei uma pedra bruta,
De pedra transformei também o meu coração.

De pedra muito dura fiz pra sempre meu destino,
De aço construí minha imaginação,
O pranto dos meus olhos para sempre envenenei,
Pra matar seu orgulho e a sua traição.

Sou um homem de pedra e não penso mais em nada,
Foi o meu sofrimento que me fez ficar assim,
Não amo mais ninguém e não quero ser amado,
E agora desse jeito quero ver quem pisa em mim...

Refrão:

Homem de pedra, que não tem mais compaixão,
Não tem alma, não tem nada, nem amor, nem ilusão...
E só assim silenciou meu sofrimento,
Sou agora uma estátua sem abrigo no relento...



sábado, 9 de maio de 2009

Velho Poeta - Zacarias Falseti/Benedito Falseti/Jesus Belmiro

Que bela Moda de Viola! Deus abençoe a todos "Poetas Sertanejos" e a todos que sabem dar o valor que esses artistas merecem. "E a Deus faço mais um pedido:Proteja quem lê poesia seleta, pra esse poeta não ser esquecido... "



Vou fazer um pedido a Deus,
Pra de mim ele ter piedade,
Refazendo voltar ao presente,
meu passado de felicidade,
A esperança da minha infancia
E os prazeres da mocidade,
Porque hoje meu corpo cansado,
Não suporta o peso da idade,
Sou a curva do rio que secou,
Aonde encostou a ingrata saudade.

Passo os dias na minha cabana,
Na soleira da porta sentado,
Relembrando as proesas que fiz
E o chão que por mim foi pisado,
Meus cabelos já parecem paina
E tem gente que acha engraçado,
Falam que minha pele enrugada
Representa o mapa do estado...
Cada risco que tenho no rosto,
Retrata o desgosto que tenho passado.

Se meu Deus não poder devolver,
O meu tempo feliz de outrora,
Me levava, bem longe de mim,
A tristeza que eu sinto agora,
E trazer novamente alegria,
Para o meu pobre peito que chora,
Eu confesso com toda franqueza,
Que do mundo prefiro ir embora...
De joelho eu peço perdão...
E me dê sua mão ao chegar minha hora.

Nesta grande batalha da vida,
Reconheço que estou vencido,
Na trincheira da desilusão,
Solitário estou escondido,
Aos amigos eu peço desculpa,
Se por mim alguem foi ofendido,
Os meus versos eu deixo gravado
E a Deus faço mais um pedido:
Proteja quem lê poesia seleta,
Pra esse poeta não ser esquecido...

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Exemplo de Humildade - Dino Franco/Tião Carreiro

Quantos erros cometemos nessa vida, causados por nossos pré-julgamentos e preconceitos. Obrigado, Dino Franco! Obrigado, Tião Carreiro! Por essa "aula de vida", pois esta nossa existência não passa de "uma grande lição de humildade".


Eu entrei num restaurante pra tomar uma cerveja,
Quando um tipo que andeja encostou-se no balcão.
Apesar de maltrapilho pareceu-me inteligente
E pediu humildemente uma batida de limão,
Mas eu tive uma surpresa, no copeiro mal criado,
Quis dinheiro adiantado, para depois atender...
E o rapaz interiorano, dando provas de humildade,
Satisfez uma vontade, absurda no meu ver...

O patrão que estava perto, deu razão ao empregado,
Cabisbaixo e humilhado, o mendigo se serviu...
Demonstrando crueldade, o dono do restaurante,
De maneira arrogante, resmungando prosseguiu:
_Eu de fato me aborreço, com freguês pés de chinelo...
E pegando um parabelo, exibiu, depois guardou...
E o rapaz de olhar manso nada disse mas sentiu,
outra dose ele pediu, mas... primeiro ele pagou.

_Trinta e dois dias de viagem, é uma longa caminhada,
Aparecida do Norte, era o fim dessa jornada...

Nessa altura no recinto havia bastante gente
Com pena do indigente, que muito calmo falou:
_Se eu estou sujo e rasgado é de tanto caminhar,
Porque preciso pagar alguém que me ajudou,
Eu vi minha mãe doente de um mal quase sem cura
E com essa desventura pressenti a fria morte,
Então a Deus fiz um pedido e o milagre foi tão lindo,
E é por isso que vou indo à Aparecida do Norte.

Concluindo essas palavras deixou bem claro a lição,
Para os dois deu um cartão com as suas iniciais.
_Sou um forte criador de gado raça holandesa,
Além de outras riquezas que tenho em Minas Gerais.
Pelo meu tipo de andante, eu aqui fui maltratado,
Mas eu fico obrigado, pela falta de atenção.
Os senhores desta casa, não souberam me atender,
Quando deveriam ter um pouco mais de educação...

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