sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Tributo a José Fortuna - 05



Aqui está o Quinto Volume...

Só Preciosidade


01 Barrinha - Saudade de Mãe (Poema)

02 Mococa & Paraíso - Saudadona

03 Geraldo Viola & Dino Guedes - Teu Nome tem Sete Letras

04 Zé Carreiro e Carreirinho - Despedida De Solteiro

05 Sulino & Marrueiro - Dois Mundos (Sulino-Zé Fortuna)

06 Camões & Camargo - Quarto Solitário

07 João Mulato & Douradinho - Roupas No Varal

08 Barrerito - Juventude que perdi

09 Marechal & Rondon - De Que Adianta

10 Matogrosso & Mathias - 24 Horas De Amor

11 Rouxinol & Sabiá - Minha alma no sertão

12 Duo Ciriema - Um Litro De Mé, Uma Noite De Amor

13 Pedro Paulo & Tião Lourenço Partic. de Pitangueira - Meu Amigo Violão

14 Jorge Luiz & Fernando - Conselho de Pai

15 Antonio Zeni & Ze Aragão - Cheiro de Relva

16 João Paulo & Daniel - Sertão

17 Zé Fortuna & Pitangueira - Duas sombras

18 Carlos Cezar & Cristiano - O Homem e a Natureza (Five Hundred Miles)


Pérolas Poéticas do Volume:


"Saudadona"

É mais do que saudade

É a grande dor que invade

O coração da gente

Vem de longe

De um tempo esquecido

Passado refletido

No espelho do presente

São raízes

No chão dos desenganos

Brotadas pelos anos

De um adeus para sempre

Ela chega

Quietinha sem alarde

Quando o sol da tarde

Desmaia no poente."


Saudadona


"Quem tem seu amor distante alegre não pode ser

ninguém sabe que eu canto somente para esquecer"


Teu Nome tem Sete Letras


"Pra enfrentar a nova vida levo junto a minha amada

A flor que na mocidade do jardim foi apanhada

Vamos seguindo juntinhos e quando a vida cansada

Nos destruir como a rosa pelo vento desfolhada

Juntinho também seguimos pra derradeira morada."


Despedida De Solteiro


"A imensidão que separa teus olhos dos olhos meus

É como o sol de dois mundos desintegrados por Deus"


Dois Mundos


"No meu quarto solitário de solteiro,

 Da janela semiaberta  por desleixo, 

 Entra o vento desfolhando a rosa branca

 Que no vaso da mesinha sempre deixo.

 Desfolhado também vive o meu destino,

 Pelo vento da ilusão que me apavora,

 Neste grande temporal dos desenganos,

 Me preocupo com você que está lá fora"


Quarto Solitário


"De que adianta contemplar os campos verdes

Se o verde da esperança

No meu peito já secou

De que adianta aguardar pelo futuro

Se o barquinho do presente

No passado naufragou"


De Que Adianta


"Isto tudo é "Faz de Conta", faz de conta que eu não vim

E nas asas da saudade, vou buscar tudo pra mim

Faz de conta que a avenida, onde passa multidões

É a boiada caminhando, nas estradas dos sertões."


Minha Alma no Sertão


"Um litro de mé e uma noite de amor

Um fim de orgia, começo da dor

De novo sozinho meu corpo é tão frio

Igual o cristal deste copo vazio"


Um Litro De Mé, Uma Noite De Amor


"Cheiro de relva traz do campo a brisa mansa que nos faz sentir criança a embalar milhões de ninhos

A relva esconde as florzinhas orvalhadas quase sempre abandonadas nas encostas do caminho

A juriti madrugadeira da floresta com seu canto abre a festa revoando toda a selva

O rio manso caudaloso se agita parecendo achar bonita a terra cheia de relva."


Cheiro de Relva


"Ser sertão é emprestar seu corpo agreste,

Para ser retalhado por caminhos,

Borboletas nas barrancas dos riozinhos

Quando o céu de azul todo se veste

É orquestra de insetos e cascatas,

É o vento que embalança a cabeleira,

É o ninho, moradia derradeira

Da estrela que se perde sobre as matas"


Sertão


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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Tributo a José Fortuna - 04






Aqui vai o Quarto Volume...

Desfrutem...!


01 Barrinha - Adeus Papai, Adeus Mamãe

02 Sulino & Amarito - Nos Braços da Saudade

03 Lourenço & Lourival - Canga Do Tempo

04 Tião carreiro & Pardinho-Rick & Renner-A Mão Do Tempo

05 Ney & Nando - Crime de Amor

06 Zico & Zeca - Folha Seca

07 Marcos Violeiro & Adalberto - O Vai e Vem do Carreiro

08 Pardinho & Pardal - Chuva de Pranto

09 Salim & Zé Vitor - Encruzilhada da vida

10 Duo Glacial - Metade De Mim (José Fortuna-Paraiso)

11 Carlos Cezar & Cristiano - Escola de Peão

12 Carreiro Filho & Praense - Por Que

13 Chystian & Ralf - Piscina

14 Eli Silva & Zé Goiano - Travesseiro Vazio

15 Tibagi & Amaraí - Minha Terra Distante

16 Roberto Nunes - Coração de Homem

17 Mococa & Paraíso - Mãe Terra

18 Zé Fortuna & Pitangueira - Cavalo Branco


Algumas Pérolas Poéticas deste Volume:


"Desce a noite silenciosa, cai o sereno nas rosas, surge a lua lá na serra,

 Mamãe...! Vou partir agora e quando raiar a aurora eu estarei noutras terras.

 Adeus, oh terra querida, onde eu tive nesta vida os primeiros sonhos meus.

 Adeus serras e campinas, rios de águas cristalinas, adeus, papai e mamãe, adeus!"


Adeus Papai, Adeus Mamãe


"Mais além nós avistamos  a nossa querida infância

A escolinha onde estudamos nos bons tempos de criança

Nós vemos nossa inocência tão pura igual a fonte

A pensar que o fim do mundo era ali no horizonte."


"E nessa divagação a nossa mente se cansa

E para pra descansar no céu azul da lembrança

Neste instante o sono chega e tudo se desvanece

E nos braços da saudade, chorando a gente adormece."


Nos Braços da Saudade


"Todos temos nossa canga, mas nós não vemos, puxando a pesada carga da solidão...

Até que o carro da vida um dia para, no lamaçal sem saída do coração."


Canga Do Tempo


"Vai lembrança e não me faça querer um amor impossível

Se o lembrar nos faz sofrer esquecer é preferível.

O que adianta querer bem alguém que já foi embora,

É como amar uma estrela que foge ao romper da aurora."


A Mão Do Tempo


"E uma injeção de terrível veneno, no braço da esposa aplicou a chorar

Enquanto injetava o veneno dizia: “agora meu bem você vai descansar”

E olhando no rosto da esposa foi vendo, seus olhos parando e cobrir-se de um véu

Qual duas estrelas perdendo seu brilho, cobrindo-se aos poucos com as nuvens do céu"


Crime de Amor


"A folha seca cai na mata verdejante e é levada bem distante do ramo em que nasceu

O meu destino é igual à folha seca por também viver distante de um amor que já foi meu"


Folha Seca


"No vai e vem, que o mundo dá

Vai o seu rastro rabiscando pedras e areiões

Dois riscos só deixam no pó, e o orvalho tremulando sobre mil botões

Igual o sol passa por nós e a tarde deita no poente para repousar

Solta a boiada de estrelas cintilantes, ruminando lá distante pelos campos do luar."


O Vai e Vem do Carreiro


"Não deixe o pranto afogar os sonhos do nosso amor

O pranto é chuva que cai das nuvens do coração

Pingando lento das folhas mortas do desengano

No céu escuro em nossas noites de solidão.

Vivemos longe, mas na lembrança estamos pertos

Perto dos beijos que nós trocamos em nosso adeus

Ainda sinto todo o calor acariciante

Daqueles beijos queimando em brasa os lábios meus."


Chuva de Pranto


"Quando um dia os teus olhos, morena, vir chorando essa vida acabar

E olhando o passado distante, do que foi só nos resta lembrar

Esta é a encruzilhada da vida, onde todos devemos passar

E talvez nesse fim de caminho, nós dois bem velhinhos, vamos se encontrar"


Encruzilhada da vida


"É você a metade mim que não deixa meu corpo cair

O alicerce onde apoio meus pés, minha própria razão de existir."


Metade De Mim


"Páginas verdes de meu livro aberto, são as campinas onde o gado espalha

Se o berrante repicar errado, pro berranteiro é uma grande falha

Do boiadeiro o professor é o tempo, porque o tempo é o melhor ensino

O mundo é a sala e os caminhos longos, riscos de giz na lousa do destino."


Escola de Peão


"As folhas sem vida que o vento arrasta beirando a piscina 

Bem prova o desleixo do triste abandono de quem vive ali

Eu também sou folha varrida com a longa vassoura do tempo

Só seco a piscina no sol da saudade do amor que perdi."


Piscina


"No grande leito do mundo repousa meu abandono

No colchão da solidão eu não consigo ter sono

O cobertor da saudade não aquece o meu frio

Pra lembrar mais do passado,

Hoje só resta ao meu lado um travesseiro vazio." 


Travesseiro Vazio


"Sombras de saudade guardo em minha mente

De um feliz passado que não volta mais.

Vivo mergulhado na desesperança

Porque a distância solidão me traz...

Vim pelos caminhos do deserto imenso

Que são os meus dias de cruel penar.

E o vento ingrato dos meus desenganos

Apagou meus rastos e eu não sei voltar."


Minha Terra Distante


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Tributo a José Fortuna - 03




Eis aqui o Terceiro Volume...

Só coisa boa... 01 Barrinha - Raiz de Saudade (Poema) 02 João Paulo & Daniel - Brincar De Esconder 03 Jorge Luiz & Fernando - Riozinho 04 Chitãozinho & Xororó - Berrante de Ouro 05 Mococa & Paraíso - O Sinuelo 06 Milionário & José Rico - Meu Primeiro Amor 07 Tiao do Carro & Odilon - A Palavra Ladrão 08 Zé Fortuna & Pitangueira - Beijo Inocente 09 Tião Brasil & Carriel - Quando A Lua Vem Surgindo 10 Zé Carreiro & Carreirinho - Flor Proibida 11 Irmãs Galvão - Solidão 12 Trio Parada Dura - Vaquinha 13 Pedro Bento & Zé da Estrada - Silêncio do berranteiro 14 Peão Brasil & Parentinho - Chão Batido 15 Tonete & Taubaté - Ventania 16 Os Principes D’Oeste - Bem me Quer, mal me quer 17 Juracy & Marcito - Florzinha da Estrada 18 Mococa & Paraíso - A Última Valsa Algumas Pérolas deste volume: "Contemplando o anoitecer, vendo o céu escurecer, eu fico olhando pra trás vejo lá longe o passado e o estradão que eu tenho andado, que não volta nunca mais. Lá no começo da vida, vejo uma cruzinha caída, muito bem longe daqui na beira de uma estrada, entre cipó abandonada, no sertão onde eu nasci." Raiz de Saudade "Destino, porque entrou no brinquedo, e fez entre nós o jogo acabar Ao longo da vida de tanto esconder, nós dois nos perdemos no eterno pomar A dor nas raízes de nossa infância, matou na menina a flor do viver Por entre a folhagem do tempo acabado, nunca mais eu pude brincar de esconder." Brincar de Esconder "Riozinho amigo, são iguais as nossas águas: também tenho um rio de mágoas a correr dentro de mim cruzando n’alma campos secos e desertos, cada vez vendo mais perto o oceano do meu fim. Riozinho "Me lembro o dia que eu aqui parei, daquela viagem não cheguei ao fim foi a boiada e com você fiquei, e o peões dizendo adeus pra mim Vem, minha velha, veja o estradão e o berrante que uniu nós dois nuvens de pó que para trás deixei, recordações do tempo que se foi" Berrante de Ouro "Por que é que à tardezinha o sertão fica mais lindo quando o sol avermelhado lá bem longe vai sumindo o sereno sobre as matas silencioso vem caindo e a malvada da saudade, como dói, quando a lua vem surgindo." Quando a Lua vem Surgindo "Se eu não conseguir meu sonho venho dar-lhe a despedida vou me arrastando pro mundo igual as folhas caídas que as enxurradas carregam por entre os mares da vida lá bem longe na distância, eu levarei na lembrança o seu nome Aparecida Flor Proibida "Hoje estou velha pra mais nada presto, a minha morte só lhe satisfaz vivi a vida só lhe dando lucro, sem o direito de morrer em paz. Quando sua faca atravessar meu peito e o meu sangue lhe escorrer na mão. Por sua pobre ignorância humana, meu boiadeiro, lhe darei perdão." Vaquinha "Ele morreu e prosseguiu viagem na estrada longa que ao céu conduz Hoje as estrelas são sua boiada no azul dos campos da infinita luz. Ainda hoje vejo da janela lá no estradão boiadas a passar Como a boiada longa dos meus anos dentro de mim a passos caminhar" Silêncio do Berranteiro "Na estrada de chão batido, depois que passa a boiada Sinais de milhões de cascos, ficam na terra pisada. Também no chão do meu peito, morada do coração, Ficaram rastros de mágoa, na estrada da solidão" Chão Batido "Tudo em volta de mim te recorda, teu retrato que eu trago escondido, Uma flor que secou entre as folhas de um romance de amor que foi lido." Florzinha da Estrada

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Tributo a José Fortuna - Volume 02




Aqui está o segundo volume. É coisa boa demais...! 01 Barrinha - O Carro e a Faculdade (Poema) 02 Valderi & Mizael - O Carro e a Faculdade 03 Abel & Caim - O Selo de Sangue 04 Josemar & Joselito - Velhos Caminhos 05 Zé Carreiro & Carreirinho - Oceano da Vida 06 Zé Fortuna & Pitangueira - Três batidas na porteira 07 Dino Franco & Mourai - Tempo De Carreiro 08 Cezar & Paulinho - O Punhal da Vingança 09 Mococa & Paraíso - O Ipê e o Prisioneiro 10 Jorge Luiz & Fernando - A Porteira 11 Sulino & Marrueiro - Resposta da Carta 12 Teodoro & Sampaio - Beijo da Morte 13 Os Filhos de Coromandel - Eu Queria 14 Campanha & Cuiabano - O Perigo de Amar Demais 15 Diogo & Leandro - Sertão do Viradô 16 Carlos Cezar & Cristiano - Moça Caminhoneira 17 Pardinho & Pardal - Cofre do Amor 18 Tonico & Tinoco - Praia Serena Algumas Pérolas deste volume: "Entre nossas duas vidas existe comparação hoje eu seguro a caneta como se fosse um ferrão nos riscos de minha escrita sobre as folhas rabiscadas eu vejo os rastros que os bois deixavam pelas estradas Fechando os olhos parece que vejo estradas sem fim e um velho carro de boi cantando dentro de mim em meus ouvidos ficaram o gemido de um cocão e o grito de um carreiro ecoando no grotão" O Carro e a Faculdade "Lurdinha ficou doente pouco tempo mais durou dois selos tão pequeninos destruíram tão grande amor o primeiro trouxe o sangue com que seu noivo assinou e o derradeiro envelope foi a morte que selou." O Selo de Sangue "Nos lugares ermos, onde nós choramos Rios se formaram E os passarinhos, vendo o nosso pranto Para além voaram Só lá na colina onde nós sorrimos De felicidade Vamos ver de novo o sol colorindo No cair da tarde" Velhos Caminhos "Vejo no espelho o meu rosto envelhecendo, qual oceano após a sanha de um tufão a espuma branca são meus cabelos grisalhos, minha calvície é a praia da ilusão as minhas rugas são as ondas traiçoeiras, que se avolumam com os fortes vendavais meus olhos fundos são dois barcos naufragados, que sobre as ondas não emergem nunca mais." Oceano da Vida "N’outro dia de tardinha, passou o caixão de Chiquinha e o cortejo lhe seguindo a porteira entristecida, deu a terceira batida, de Chiquinha despedindo ela foi pro Campo Santo, e a porteira com seu manto, de cipó todo cobriu como um manto de saudade, por tanta felicidade, que o destino destruiu" Três batidas na Porteira "Junto ao punhal encontrou um bilhete onde Teresa releu a chorar: “Guarde contigo o punhal da vingança porque não quero de ti me vingar seja feliz e esqueça o passado, peço por Deus, para trás não olhar fique com o mundo que eu fico com Deus, porque com Deus aprendi perdoar”." Punhal da Vingança "Meu ipê florido junto à minha cela hoje tem a altura de minha janela só uma diferença há entre nós agora aqui dentro as noites não tem mais aurora quanta claridade tem você lá fora." O Ipê e o Prisioneiro "Porteira velha no caminho de meus passos a batida de seus braços em seu peito de madeira foi a divisa da infância pra mocidade no batente da saudade ficou marcas verdadeiras da outra banda eu deixei o meu passado e chorando deste lado arrasto a cruz do presente presente triste de chegadas e partidas onde a porteira da vida deixou marcas no batente." A Porteira "Quando os pais chegaram a lua prateava dois corpos no chão morreram abraçados com os lábios colados na eterna união e a luz matutina mandou a neblina cobrir com seu véu dois corpos que a sorte com o beijo da morte subiram pro céu." Beijo da Morte "A triste forja do abandono foi transformando Em aço puro o meu coração que jamais se abriu Só o teu beijo queimando em brasa conseguiria Atravessar a parede dura de aço frio" Cofre do Amor

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Tributo a José Fortuna - Volume 01


Que saudade dos bons tempos do "GRUPO CAIPIRA RAIZ" do nosso querido Compadre Samuel, grupo esse que tive a honra de participar e de ser um dos mediadores no começo dos anos 2000. Nessa época mergulhei fundo neste projeto de fazer um Tributo ao "Maior Poeta Sertanejo" que já existiu: JOSÉ FORTUNA Irei fazer aos poucos videos de cada Volume desta Série. Espero que curtam e quem foi participante deste Grupo Inesquecível deixe aí nos comentários. Um grande abraço a Família Sertaneja. 01 Introdução - José Fortuna - Fala de Antônio Carvalho 02 Milionário & José Rico - Lembrança 03 Liu & Léo - Esteio de Aroeira 04 Zé Fortuna & Pitangueira - O Primeiro Amor a Gente Não Esquece 05 Mococa & Paraíso - Atalho 06 Irmãs Galvão - Lágrimas 07 Carlos Cezar & Cristiano - Moça do Carro de Boi 08 Jorge Luiz & Fernando - Chuva Na Serra 09 Sulino & Marrueiro - Abismo Cruel (Sulino-Zé Fortuna) 10 Tião Carreiro e Pardinho - Três Namoradas 11 Duo Glacial - Paineira Velha 12 Chitãozinho & Xororó - Longe 13 Kaetano & Kadu - O Ponteio da Viola 14 Pardinho & Pardal - O Castigo da Cruz 15 Zé Fortuna & Pitangueira - A Cruz de Paineira 16 Eli Silva & Zé Goiano - Bem-Te-Vi 17 Chico Rocha & João Carvalho - Acordeom Dentro da Noite 18 Matogrosso & Mathias - Chegada Aqui vai alguma "Pérolas" deste maravilhoso Poeta chamado José Fortuna: "meu pai que também era o esteio firme da família há muito tempo atrás longe daqui tombou sem vida só tu me esperou esteio velho de aroeira para me conhecer e ouvir a minha despedida." "nós que nascemos juntos esteio velho de aroeira será quem vai primeiro ser tombado pela sorte se és tu lá na floresta derrubado pelo tempo ou eu por este mundo derrubado pela morte." Esteio de Aroeira "Hoje no atalho do meu peito abandonado o meu destino a pisar folhas caídas cruza a floresta do outro lado do meu tempo pra ver os anos carregando minha vida" Atalho "Quisera entender o mistério que existe no país das lágrimas planeta escondido nas densas crateras de meu coração onde o sol não brilha e não há estrelas de felicidade é um mundo de trevas onde só existe triste solidão Lágrimas sentidas deste mundo estranho brotam de meus olhos vem não sei de onde, chegam não sei como, caem não sei porque só sei que elas chegam com a brisa fria da cruel saudade quando eu contemplo o cair da tarde sempre que me encontro longe de você." Lágrimas "Daquele dia tudo se modificou, tanta tristeza tomou conta do lugar O velho carro que era dela silenciou e a boiada nunca mais quis carrear De sentimento por perder a companheira foram morrendo um a um pelos currais Quem somos nós pra entender tamanha dor, como cabe tanto amor nos corações dos animais" Moça do Carro de Boi "Chuva na serra, como cortinas caindo, qual um véu do céu vestindo o chão de rara beleza Chão que parece uma noiva de verdade casando com o sol da tarde no altar da natureza a enxurrada correndo pelos caminhos, a orquestra de passarinhos festeja essa união terra molhada, e o beijo do sol poente faz despertar as sementes que dormem dentro do chão" Chuva na Serra "Meu bem, a nossa paixão tem um destino atroz porque existe um abismo profundo entre nós" Abismo Cruel "Eu tive três namoradas em minha vida, a primeira foi Rosana com cinco aninhos eu tinha a idade dela e imaginava que a vida fosse apenas um brinquedinho Um dia ela foi embora eu fiquei chorando, o primeiro desengano eu senti bem cedo na inocência de criança não compreendi, porque a vida quebrou o nosso brinquedo" Três Namoradas "Paineira velha na tua sombra, com minha amada fui tão feliz colhendo as flores que você dava, mas o destino assim não quis e numa tarde você murchou e o canarinho emudeceu pois no seu tronco só encontrei, o nome dela e um adeus." Paineira Velha "Na espera do será a gente nunca está completamente só se olhar num ponto muito além a lua na amplidão, a iluminar no chão de nossa solidão, os passos meus e o seus também" Longe "O ponteio da viola Fala a língua do sertão Fala do choro dos rios E das tardes de verão Fala das noites de lua Fala do cheiro de chão É a canção pioneira Do seu peito de madeira Junto do meu coração" O Ponteio da Viola "Eu quero que teus braços me esperem na chegada pra me aquecer na volta da longa caminhada eu trago sol de outono e flores perfumadas colhidas pelos campos de muitas madrugadas Eu trago de tão longe as minhas mãos cansadas pra acariciar teu corpo na ânsia da chegada eu trago estrelas claras de noites esquecidas e ponho em teus braços Minh 'alma em pedaços, pedaços desta vida" Chegada

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Maringá & Marany - Esqueci Você (Joel Honorato)

 



 
Letra de uma simplicidade nobre se encaixando perfeitamente em sua bela melodia, às vezes menos é mais...
Fico imaginando esta música repaginada em um arranjo um pouco mais rebuscado na voz de um
"Chitãozinho e Chororó, Cezar e Paulinho" e tantos outros.
Ficaria demais...!
Parabéns Joel Honorato

 

 

É tempo de viver a minha vida,

É tempo de esquecer o que passou,

Se ela não voltou... não volta mais.

O que passou ficou pra trás.

A triste história de minha dor...

Refrão:

Onde andará você... Com todo seu encanto?

A vida engana tanto e tanto lhe enganou...

Onde andará você...? Posso dizer agora:

“_Meu coração não chora, não sinto saudade,

Esqueci você!”


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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Carro Pesado - João Mulato/João Miranda







"Quando um dia o carro de minha vida finalmente afundar no lamaçal do tempo,
 Quero que o meu carro esteja pesado... Não de medos, não de mágoas e nem de ressentimentos...
Quero que ele esteja pesado por estar cheio de lembranças
 e mesmo na dureza deste momento que ele transborde de paz e de esperança..."
                                                         
                                                                                                                                Elsio Poeta

Maravilhosa homenagem de João Mulato e João Miranda ao nosso "Inesquecível" Tião Carreiro, que cateretê lindo, de dar nó na garganta... Tanto letra como melodia,,, perfeitas...
Obrigado..! Compadre João Mulato.... Obrigado..! Compadre João Miranda..!


No leito de um hospital com tristeza acompanhei
Os últimos dias de vida do violeiro que jamais esquecerei
Sentindo o fim da missão e o começo de outra vida
No silêncio do seu grito li na pluma do infinito
Esta mensagem na aurora da partida

O carro da minha vida está afundando
Corroído pelo tempo em sua missão
A porteira da esperança está fechando
E os bois do meu destino sem ter ação

Nem os gritos do carreiro me faz sair
Do lamaçal que entrei cheio de ilusão
Não aguento mais puxar o carro pesado
Que afunda lentamente no estradão

Na curva do desengano eu estou parado
Com a canga infinita da ingratidão
No vai e vem dessa lida não resisti
As pancadas da maldade do ferrão

Meus passos silenciaram por toda a vida
No aboio do carreiro e do cocão
O canzil da natureza não desatou
Venha o ranger por socorro ao ventre do chão

O celeiro da memória vai ficar cheio
Com poeira da saudade na solidão
E no carreador da vida meu velho carro
Vai cantar lá no curral da imensidão

 


PS: Agradecimentos ao Compadre João Vilarim pela disponibilidade da letra



terça-feira, 30 de agosto de 2016



Compadres e Comadres todos os links foram atualizados... Desfrutem..!


sábado, 27 de agosto de 2016

NOS BRAÇOS DA SAUDADE (José Fortuna/Sulino)



Tulio Dias - Fazenda Mineira


Mais uma obra-prima de dois poetas e músicos que dispensam  comentários, não dá pra acreditar que uma obra deste quilate seja tão pouco conhecida. Poesia soberba num rasqueado divino, é pra escutar e ficar meditando na vida, como tudo passa tão rapidamente sem nos apercebermos disto e quando a velhice nos alcança, cravando em nós o punhal da saudade, só nos resta adormecer nos braços azuis da lembrança....

Na sombra da noite calma quando tudo está silente,
os olhos do pensamento, nos convida amavelmente,
para ver coisas que ha tempo de nossa mente fugiu
e a gente não acredita que aquilo já existiu...

Coisas distantes deixadas, eles sabem onde se escondem,                                           
e nos mostra bem direitinho, como foi o anteontem...
e naquele doce enlevo, nas imagens que são  refletidas,
sonhando acordado vemos as passagens de nossa vida...

Nós vemos nossa mocidade que ficou despedaçada,
os amores que já tivemos na curva da longa estrada,
em nosso rosto nós vemos batom e sinais de dentes,
marcas que foram deixadas por quem nos quis loucamente...

Mais além nós avistamos a nossa querida infância,
a escolinha onde estudamos, nos bons tempos de criança.
Nós vemos nossa inocência tão pura igual a fonte
a pensar que o fim do mundo era ali no horizonte...

Nós vemos os campos floridos, a casinha onde moramos,
as águas do ribeirão, onde felizes banhamos....
Com dez sabugos de milho imitando  juntas de boi,
nos vemos lá no terreiro, brincando de carro de boi...

E nessa divagação, a nossa mente se cansa
e para pra descansar no céu azul da lembrança...
neste instante o sono chega, e tudo se desvanece,
e nos braços da saudade, chorando a gente adormece...

Baixe com Sulino, Amarito e Douradense


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sucessos de Ademar Braga & Parceiros

O Compadre Ademar Braga, entrou em contato comigo e gentilmente me enviou esta "Preciosidade de CD".
O Caboclo é bom de Pena, olha só quanta coisa boa ele compôs.
Veja os dados biográficos deste autor no site do Compadre Ricardinho

Obrigado Compadre Ademar, a família sertaneja agradece!

PS - Compadre, desculpe-me pela demora em postar.


                                                                     


                                                       Baixe esta maravilha, clique aqui



domingo, 6 de maio de 2012

Sonho de Caboclo - Ademar Braga/Tião do Carro





Essa Moda é divina. Parece que você está vendo um Filme. Ela transpira "Simplicidade Cabocla" .
Ao escutá-la você consegue sentir toda a ansiedade do caboclo esperando a chegada de sua amada., e no final, dá até para sentir a tristeza e a frustração do infeliz matuto por ela não ter vindo.LINDA!
Obrigado, Comp. Ademar! E aonde você estiver, obrigado Comp. Tião!



Fiz um poema com palavras tão bonitas
Caprichei bem na escrita, também fiz um canção
Fui no jardim, colhi as flores mais belas
Margaridas amarelas e a rosa branca em botão

Com muito gosto arrumei nossa casinha
Da sala até a cozinha e carpi todo o quintal
Rocei o pasto e consertei a porteira
Enfeitei a casa inteira como se fosse o Natal

Lá na varanda amarrei de novo a rede
Pendurei bem na parede o quadro da Santa Ceia
No chão da sala todo de terra batida
Dei uma boa varrida e não ficou um grão de areia

Na nossa cama pus a colcha de piquê
Com as beiradas de crochê que você fez tudo a mão
Troquei as folhas com capricho e muito esmero
As penas do travesseiro e palhas novas no colchão

Chegou o dia que você ia voltar
Eu cheguei até chorar de tanta felicidade
Levantei cedo e me arrumei com muito zelo
Reparti bem o cabelo que nem gente da cidade

Botina nova que me apertava um pouco
Calça de Brim arranca-toco e bigode bem aparado
De lenço branco, camisa preta de lista
Eu parecia um artista daqueles bem afamado

E bem na hora que passava a jardineira
Me deu uma tremedeira quando a porteira bateu
Saí correndo lá pras bandas da estrada
Pra ver a sua chegada e você não apareceu

A jardineira foi sumindo no estradão
Levando a minha ilusão e a tristeza que ficou
Foi só um sonho, sentei na cama chorando
Hoje está fazendo um ano que você me abandonou


     Baixe e escute com Camargo & Odilon - Clique aqui

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Tatu Não Dorme na Praça - Elsio Poeta


Aos nossos "neo-sertanejos":

"Dormir na praça" nem sempre é bom negócio. O banco é duro, o frio, congelante...Fora, aqueles "guardinhas" chatos com seus cassetetes intrusivos, batendo no nosso traseiro e toda hora mandando a gente "circular".
Por favor, despertem! Pois o tempo passa, o sucesso também e o dinheiro não compra um lugar na memória dos que no futuro escutarão músicas tão ruins como essas que vocês cantam agora.
Façam que nem o Tatu, esse sim é um bichinho esperto:



Tatu não dorme na praça,
Quem dorme é gato carrapicho,
Que mia desafinado,
Rasgando os sacos de lixo.

Tatu não dorme na praça,
Quem dorme é cachorro sem dono,
Que fica latindo pra lua,
Tirando-nos as horas de sono.

Tatu não dorme na praça,
Quem dorme é rato escroto,
Que fica roendo tranqueira,
Pra depois correr pro esgoto.

Tatu não dorme na praça,
Quem dorme é cobra, é serpente,
Que fica acoitada na moita,
Querendo dar o bote na gente.

Tatu não dorme na praça,
Quem dorme na praça é timbu,
Que fica exalando mau cheiro,
Catingando mais que urubu.

Tatu não dorme na praça,
Tatu é um bichinho matreiro,
Tatu dorme no ventre da terra,
Tendo raízes por travesseiro...



quinta-feira, 14 de maio de 2009

Brinquedo de Criança - Ten. Wanderley/Dino Franco


Se os nossos "neo-sertanejos" escrevessem modas românticas como essa, com certeza, nós, amantes da nossa música raiz, respeitaríamos mais seus trabalhos, mas, infelizmente não é o caso, eles continuam "Dormindo na Praça".rs
Esta bela guarânia fala sobre um amor precipitado e sobre suas tristes consequências: "Um brinquedo de criança, que de frágil, se quebrou..."
Obrigado, Ten. Wanderley! Obrigado, Dino Franco!



Eu quando penso que jogamos tudo fora,
E que você já foi embora, esquecendo nosso lar.
Me mortifico, sinto ódio de mim mesmo,
Por dizer coisas a esmo e depois ter que chorar,
Mas quando penso que você também errava,
Que as vezes me evitava, me deixando pra depois.
Eu que padeço e a amo loucamente,
Lhe condeno de repente, tendo ódio de nós dois.

Quantas pessoas que torciam pela gente,
Nossos amigos ou parentes vêm falar-me sobre nós,
Eu me envergonho arrasado moralmente,
Um soluço finalmente, vem calar-me a própria voz.
Tudo por causa desse amor tão imaturo,
Que apressou nosso futuro, e a nós todos enganou.
Amor loucura, sem juízo ou esperança,
Um brinquedo de criança, que de frágil se quebrou...

Quando me dizem que você quase não come,
E que só fala em meu nome, e não se esquece de mim.
Eu quase morro de angústia e sofrimento.
Me pergunto em pensamento:_Como pode ser assim..?
Que contra-senso esse amor de adolescentes,
Que por ser inconsequente, pela vida se perdeu.
Plantinha triste que nasceu na primavera,
Mas fraquinha como era, vicejou...mas não cresceu.


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Eu e Meu Pai - Vicente Dias


Considero esta moda uma verdadeira obra-prima, linda...Tanto a letra como a música. Obrigado Vicente Dias!





Olha lá o meu pai, com as mãos calejadas,
Perdendo seu resto de vida, no cabo da enxada.
Eu não queria que fosse assim, pra mim seria tudo diferente,
Queria ter meu pai na cidade, morando alegre, junto da gente.

De que vale ter diploma, ter conforto, ter de tudo...
Se eu não posso ter em casa, ele que me pôs no mundo,
Estudei por tantos anos, para tirá-lo daqui,
Meu esforço foi em vão, porque ele não quer ir.

Quando é de madrugada e o dia vem chegando,
Ele escuta seu despertador no poleiro cantando,
Ele chama seu melhor amigo, que sai latindo e correndo na frente,
E vem pro trabalho pesado, aqui debaixo desse sol ardente.

Nesse carro eu me vejo bem vestido e perfumado,
Sofro tanto vendo ele de suor todo molhado,
Olha a condução do velho, numa corda amarrada,
Olha a geladeira dele, lá na sombra encostada.

Quando é de tardezinha vai pra sua casinha,
Comer seu feijão com arroz feito no fogão à lenha,
E na sua poltrona de angico, ele vai sentar comovido,
E na tela maior do mundo, ele contempla seu filme preferido.

Na televisão do velho, não tem filmes de bandido,
Não tem filmes policiais, e nem filmes proibidos.
No canal do infinito, sua TV é ligada,
Só aparecem as estrelas e a lua prateada.

Olha lá o meu pai...


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domingo, 10 de maio de 2009

Homem de Pedra - Correto/Creone

Linda letra e música, só sendo de pedra para não se emocionar com ela. Obrigado, Correto! Obrigado, Creone!



Já fui um grão de areia, todos pisavam em mim,
Agora resolvi tomar uma decisão,
Não sou mais grão de areia, virei uma pedra bruta,
De pedra transformei também o meu coração.

De pedra muito dura fiz pra sempre meu destino,
De aço construí minha imaginação,
O pranto dos meus olhos para sempre envenenei,
Pra matar seu orgulho e a sua traição.

Sou um homem de pedra e não penso mais em nada,
Foi o meu sofrimento que me fez ficar assim,
Não amo mais ninguém e não quero ser amado,
E agora desse jeito quero ver quem pisa em mim...

Refrão:

Homem de pedra, que não tem mais compaixão,
Não tem alma, não tem nada, nem amor, nem ilusão...
E só assim silenciou meu sofrimento,
Sou agora uma estátua sem abrigo no relento...



sábado, 9 de maio de 2009

Velho Poeta - Zacarias Falseti/Benedito Falseti/Jesus Belmiro

Que bela Moda de Viola! Deus abençoe a todos "Poetas Sertanejos" e a todos que sabem dar o valor que esses artistas merecem. "E a Deus faço mais um pedido:Proteja quem lê poesia seleta, pra esse poeta não ser esquecido... "



Vou fazer um pedido a Deus,
Pra de mim ele ter piedade,
Refazendo voltar ao presente,
meu passado de felicidade,
A esperança da minha infancia
E os prazeres da mocidade,
Porque hoje meu corpo cansado,
Não suporta o peso da idade,
Sou a curva do rio que secou,
Aonde encostou a ingrata saudade.

Passo os dias na minha cabana,
Na soleira da porta sentado,
Relembrando as proesas que fiz
E o chão que por mim foi pisado,
Meus cabelos já parecem paina
E tem gente que acha engraçado,
Falam que minha pele enrugada
Representa o mapa do estado...
Cada risco que tenho no rosto,
Retrata o desgosto que tenho passado.

Se meu Deus não poder devolver,
O meu tempo feliz de outrora,
Me levava, bem longe de mim,
A tristeza que eu sinto agora,
E trazer novamente alegria,
Para o meu pobre peito que chora,
Eu confesso com toda franqueza,
Que do mundo prefiro ir embora...
De joelho eu peço perdão...
E me dê sua mão ao chegar minha hora.

Nesta grande batalha da vida,
Reconheço que estou vencido,
Na trincheira da desilusão,
Solitário estou escondido,
Aos amigos eu peço desculpa,
Se por mim alguem foi ofendido,
Os meus versos eu deixo gravado
E a Deus faço mais um pedido:
Proteja quem lê poesia seleta,
Pra esse poeta não ser esquecido...

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Exemplo de Humildade - Dino Franco/Tião Carreiro

Quantos erros cometemos nessa vida, causados por nossos pré-julgamentos e preconceitos. Obrigado, Dino Franco! Obrigado, Tião Carreiro! Por essa "aula de vida", pois esta nossa existência não passa de "uma grande lição de humildade".


Eu entrei num restaurante pra tomar uma cerveja,
Quando um tipo que andeja encostou-se no balcão.
Apesar de maltrapilho pareceu-me inteligente
E pediu humildemente uma batida de limão,
Mas eu tive uma surpresa, no copeiro mal criado,
Quis dinheiro adiantado, para depois atender...
E o rapaz interiorano, dando provas de humildade,
Satisfez uma vontade, absurda no meu ver...

O patrão que estava perto, deu razão ao empregado,
Cabisbaixo e humilhado, o mendigo se serviu...
Demonstrando crueldade, o dono do restaurante,
De maneira arrogante, resmungando prosseguiu:
_Eu de fato me aborreço, com freguês pés de chinelo...
E pegando um parabelo, exibiu, depois guardou...
E o rapaz de olhar manso nada disse mas sentiu,
outra dose ele pediu, mas... primeiro ele pagou.

_Trinta e dois dias de viagem, é uma longa caminhada,
Aparecida do Norte, era o fim dessa jornada...

Nessa altura no recinto havia bastante gente
Com pena do indigente, que muito calmo falou:
_Se eu estou sujo e rasgado é de tanto caminhar,
Porque preciso pagar alguém que me ajudou,
Eu vi minha mãe doente de um mal quase sem cura
E com essa desventura pressenti a fria morte,
Então a Deus fiz um pedido e o milagre foi tão lindo,
E é por isso que vou indo à Aparecida do Norte.

Concluindo essas palavras deixou bem claro a lição,
Para os dois deu um cartão com as suas iniciais.
_Sou um forte criador de gado raça holandesa,
Além de outras riquezas que tenho em Minas Gerais.
Pelo meu tipo de andante, eu aqui fui maltratado,
Mas eu fico obrigado, pela falta de atenção.
Os senhores desta casa, não souberam me atender,
Quando deveriam ter um pouco mais de educação...

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Juramento Quebrado - Carreirinho/Sulino


Essa moda eu posso escutar 1.000 vezes, que 1.000 vezes eu me emociono. Obrigado, Carreirinho! Obrigado, Sulino!


Adeus oh, minha terra querida, nunca mais ai hei de voltar,
Cada vez quero estar mais distante, meu passado eu nem quero lembrar
Um alguém que tanto eu amava me deu o desprezo pra me ver penar,
Eu jurei de todo coração não ir mais pra lá nem pra passear,
Sinto só deixar uma pessoa tão santa e tão boa naquele lugar, ai...

Eu já tenho sabido notícias, de pessoas que chegam de lá,
Minha velha me manda recado e pedindo para mim voltar,
Desde o dia da minha partida a pobre velhinha só vive a chorar,
Seus cabelos já estão branquinhos, a coitada sofreu tanto pra me criar,
_Minha mãe, eu sou um filho infeliz, juramento que eu fiz, eu não posso quebrar, ai...

Eu já percorri terras estranhas, já sofri como um filho sem pai,
Tô sofrendo talvez por destino... e assim nós dois sofremos iguais,
Sei que estou cometendo um pecado, judiar de uma mãe isso nunca se faz,
Mas não quero ser um criminoso por um passado que tão longe vai,
Na cidade a minha mãe não vem e por causa de alguém, eu lá não volto mais, ai...

Certo dia recebi um recado, francamente fiquei comovido,
Minha mãe tava muito doente, pra mim foi um golpe dolorido.
Foi que quebrei o meu juramento e voltei lá pra casa, muito aborrecido,
Na estrada encontrei um enterro, pra um perguntei:_Quem que tinha morrido?
_É Sua mãe que vai nesse caixão e deixou uma benção pra seu filho querido, ai...

Baixe ela e escute com Sulino & Marrueiro - Clique aqui


Mágoa de Boiadeiro - Índio Vago/Nonô Basilio

O que falar desta moda..? Uma verdadeira obra-prima que retrata tristemente a decadência de uma geração de verdadeiros heróis brasileiros: A Geração de Boiadeiros.


Antigamente nem em sonho existia
Tantas pontes sobre os rios, nem asfalto nas estradas
A gente usava quatro ou cinco sinueiros,
Pra trazer o pantaneiro no rodeio da boiada.
Mas hoje em dia tudo é muito diferente,
Com progresso, nossa gente, nem sequer faz uma idéia,
Que entre outros fui peão de boiadeiro
Por esse chão brasileiro, os heróis da epopéia...

Tenho saudade de rever nas corrutelas
As mocinhas nas janelas acenando uma flor,
Por tudo isso, eu lamento e confesso
Que a marcha do progresso é a minha grande dor.
Cada jamanta, que eu vejo carregada,
Transportando uma boiada, me aperta o coração,
E quando eu olho minha tralha pendurada,
De tristeza dou risada, pra não chorar de paixão.

O meu cavalo, relinchando pasto a fora,
Que por certo também chora na mais triste solidão,
Meu par de esporas, meu chapéu de aba larga,
Uma bruaca de carga, um berrante e um facão
O velho basto, o sinete e o apero,
O meu laço e o cargueiro, o meu lenço e o gibão,
Ainda resta, a guaiaca sem dinheiro,
Deste pobre boiadeiro, que perdeu a profissão.

Não sou poeta, sou apenas um caipira
E o tema que me inspira é a fibra de peão.
Quase chorando imbuído nesta mágoa,
Rabisquei estas palavras e saiu esta canção,
Canção que fala da saudade das pousadas,
Que já fiz com a peonada junto ao fogo de um galpão,
Saudade louca de ouvir o som manhoso
De um berrante preguiçoso, nos confins do meu sertão...

Baixe e escute com Pedro Bento & Zé da Estrada - Clique aqui


terça-feira, 5 de maio de 2009

Conversando com o Destino - Elsio Poeta


Um dia desses escutando "Aurora do Mundo" de Goiá na excelente interpretação de "Tostão & Guarany", me veio a inspiração e saiu este poema. Se algum "Compadre Músico" quiser transformar este poema em letra de música (quem sabe um cateretê desses bem "Xonados".rs), fique à vontade pois vai deixar este "Caboclo" muito orgulhoso.rs


-->Uma noite destas, falei com o “Destino” E ele com tédio, então, respondeu:
“_Desde que tu foste apenas “menino”
Esta dor secreta, no teu sangue correu.

Hoje és viajante no mundo do nada,
Seguindo a sorte que Deus lhe traçou.
Vai se arrebentando nas encostas da serra.
Aonde o homem erra...
Seu tempo acabou...”

Às vezes pergunto, nas horas amargas,
Porque minha sorte ao léu me deixou.
Meu barco vacila ao gosto das vagas,
Num mar de incertezas, meu sonho, boiou.

Hoje na distância, estou vegetando,
Pois a muito tempo deixei de viver,
Estou caminhando ao rumo do nada,
Seguindo esta estrada
Sozinho, a sofrer...

E quando solitário relembro o passado,
Parece que o tempo em mim não correu,
Eu fico, assim, um tanto cansado
Remoendo as dores, neste peito meu.

Quando eu relembro a infância querida,
Parece que a sorte comigo brincou,
E ainda sinto ser uma criança
Na efêmera esperança
Que o tempo levou.

Pergunto a Deus, se acaso o destino,
Por entre estas brumas, enfim me levar,
Se acaso é certo, em cruel desatino,
O ventre da terra, por fim desejar..?

Quem sabe assim, minha alma descanse,
Pois estou cansado, não posso negar,
Que ele me dê sua eterna guarida
Na terra querida
Que me viu sonhar...


Oceano da Vida - Zé Carreiro/José Fortuna

O que pode acontecer quando dois grandes poetas e músicos se encontram neste "oceano da vida"?
Só poderia resultar nisto: Uma obra-prima.
Obrigado, Zé Carreiro! Obrigado, José Fortuna!


Vejo no espelho o meu rosto envelhecendo,
Qual oceano após a sanha de um tufão,
A espuma branca são meus cabelos grisalhos,
Minha calvície é a praia da ilusão,

As minhas rugas são as ondas traiçoeiras
Que se avolumam com os fortes vendavais,
Meus olhos fundos são dois barcos naufragados
Que sobre as ondas não emergem nunca mais.

Novos amores para bem longe voaram,
Como gaivotas que se perdem sobre o mar,
A mocidade ficou longe como as rochas
Onde só as ondas da saudade vão beijar,

Vagando vou como um navio que perde o rumo,
Não encontro caís onde eu consiga me ancorar,
É tão pesada a bagagem dos meus anos,
Que está fazendo minha vida naufragar.

Refrão:

Meus lábios frios, já quase mortos,
Têm sido o porto, anos atrás,
Onde atracavam, lábios ardentes,
Hoje só resta a solidão no cais.

Baixe ela e escute com Zé Carreiro & Carreirinho - Clique aqui


Porto da Saudade - Ademar Braga/Dino Franco

Me encantei quando escutei esta moda com "Dino Franco & Fandangueiro". Linda..! Tanto a letra como a música.


O riozinho nasce lá no pé da serra
E vai crescendo até tornar-se ribeirão
Nosso amor também nasceu lá na infância
E cresceu tanto que virou grande paixão

No rio manso da nossa felicidade
Já navegamos ao sabor da correnteza
Até que um dia a tempestade traiçoeira
Nos transformou num oceano de tristeza

As enxurradas poluídas de maldades
Foram chegando e o riozinho transbordou
Nosso barquinho carregado de esperança
Não resistiu a tempestade, naufragou...

O vento forte foi levando nosso amor
Para bem longe onde a vista não alcança
Ondas cruéis separaram nossas vidas
E só nos resta mergulharmos na lembrança

Refrão:

E eu fiquei aqui no porto da saudade
Olhando as águas do meu cais de solidão
Quem sabe o vento me traz a felicidade
Que a muito tempo abandonou meu coração


Baixe ela e escute com Dino Franco & Fandangueiro - Clique aqui

Poente da Vida - Goiá/Dionilde Thomas




Confesso que quando escutei pela primeira vez esta moda, fiquei extasiado com sua beleza, tanto a letra como a música. Goiá tinha um jeito todo "seu" pra falar de saudade e de lembranças...



Amigo escute com calma
A minha pobre canção
Que traz lembranças da alma
Guardadas no coração
Há quase dezoito anos
Um sertanejo menino
Partiu seguindo o destino
Buscando uma ilusão
Só muito tarde entendeu
Que a sua felicidade
Era viver de saudade
Do seu amado sertão.


Marcado pela tristeza
Desesperado e aflito
Fez versos à natureza
E àquele solo bendito
Nas matas, campos e lagos
Encantos de uma terra
Citou o alto da serra
No amanhecer mais bonito
O astro rei majestoso
Pela manhã colorida
Pintando o quadro da vida
Na tela do infinito.


Que vida mais cor-de-rosa
A sorte deixou perdida
Na estradinha mimosa
De minha infância querida
Porque sou eu o caboclo
Que por missão ou vaidade
Deixou a felicidade
Na terra nunca esquecida
Quis o destino mandar-me
Sentir na grande cidade
O alvorecer da saudade
Já no poente da vida


Voltar não pude é verdade
A terra dos madrigais
Pra não morrer de saudade
Com a falta dos velhos pais
E hoje um tanto alquebrado
Pelas agruras da sorte
Espero antes da morte
Nos meus instantes finais
Que Deus permita que eu sonhe
Com aqueles campos de flores
Da terra dos meus amores
Que não verei nunca mais

Baixe ela e escute com Durval & Davi Clique aqui


Tatu..? Sim, com orgulho - Elsio Poeta

Há alguns anos atrás, um certo "Pseudo-Cantor Sertanejo" , estava num programa de TV quando lhe perguntaram sua opinião sobre a "Música Raiz", ele respondeu que quem gostava de raiz era "Tatu".
A partir daí o pessoal do Grupo Caipira Raiz começou a se tratar carinhosamente por "Tatu".
Na época tive a idéia de fundar uma comunidade no Orkut chamada "Eu sou tatu, e daí", conversei com o nosso querido Comp. Samuel, ele adorou a idéia e me falou pra mandar ver.
Foi assim que eu me inspirei para compor esta poesia:

Tatu...? Sim, com orgulho



Você nos chamou de Tatu, Tatu nós somos com orgulho
Nos alimentamos das raízes e você só de bagulho
As raízes nos fortificam, tornando-nos mais altaneiros
Não temos vergonha da origem e de sermos Brasileiros.

Nós somos Tatu lá do mato, a nossa espécie é "Canastra"
Gigantes por natureza e isto somente nos basta;
Você também é Tatu, mas é de outra raça: "Tatu-Bola";
Um bicho que quando se assusta, em si mesmo se enrola .

Seu habitat não é a floresta verde, povoada de mistérios
Seu habitat é a lama fétida das campas de um cemitério
Você se alimenta de lixo e de tudo que se decompõe
E nem ao menos se cala, e nem ao menos compõe.

O que sobra pra nós em orgulho, pureza e honestidade
Falta pra você em brio, bom gosto e originalidade
Sabemos cavar, nosso buraco é limpo e tem asseio
Você não sabe cavar por isso usa o buraco alheio.

Compadre! Faça um favor, deixa os Tatus sossegados
Pois Tatu quando se enfeza é um bichinho danado
Vê se fica quietinho,a sua prosa só empobrece,
Se você ficar calado, a "Boa Musica" agradece...